Restrições a redes sociais: Rússia restringe uso do Twitter

País comunica a redução de velocidade do Twitter e ameaça proibição total da plataforma, bastante utilizada por opositores do atual governo russo.

As restrições a redes sociais se tornam realidade em alguns países. O órgão russo regulador de mídia Roskomnadzor, afirmou na quarta-feira (10) que vai reduzir a velocidade de funcionamento do Twitter. O fato ocorre após o site não retirar conteúdos banidos pelo país. Sendo assim a punição à empresa é uma forma de retaliação. Além disso, a Rússia ameaçou realizar um bloqueio total da plataforma no país.

O comunicado aponta que há mais de 3.000 postagens com conteúdo ilegal no Twitter. Sendo assim, a empresa tem ignorado os pedidos de exclusão há vários anos. Portanto, a redução da velocidade de uso da plataforma será aplicada a todos os dispositivos móveis e a 50% dos não móveis. “Se o Twitter continuar a ignorar as obrigações previstas na lei, haverá medidas para cumprimento em linha com as regulamentações”, disse o órgão, em nota.

O governo da Rússia, tem realizado várias medidas na tentativa de restrições a redes sociais. Ou seja, eles tentam regular o uso das plataformas. Uma vez que, de acordo com o governo, elas não seguem as leis russas. Além disso, o Twitter é uma das redes mais utilizadas por opositores ao governo de Vladimit Putin. Um dos principais ativistas e usuários da rede no país é Alexei Navalny e seus aliados.

A pressão na plataforma

Antes desse episódio, o Twitter já estava sob pressão na Rússia. De acordo com informações da agência de notícias Interfax. Uma vez que, a rede teria sido citada como uma das cinco plataformas de mídia social processadas pelo país. Uma das acusações é o não apagamento de postagens incitando as crianças a participarem de protestos ilegais. Sendo assim, as retaliações não são de agora.

O governo já havia sinalizado aderir um posicionamento mais duro. Principalmente em relação ao policiamento da internet. As restrições à redes sociais aumentaram desde que as tensões políticas internas se intensificaram após a prisão de Navalny. Fato que gerou protestos em todo o país. Sendo assim, na ocasião os procuradores exigiram que os sites bloqueassem as chamadas para participação nos protestos.

Vale ressaltar que, o Conselho de Segurança russo já afirmou que a Rússia está pronta para se desconectar da internet mundial caso fosse necessário. Além disso, durante os protestos ocorridos no final de janeiro, mais de 4000 pessoas haviam sido detidas ao irem as ruas de todo país pedir a libertação do líder da oposição. Navalny, foi preso em janeiro, após retornar da Alemanha, onde se recuperava de um envenenamento.

Restrições a redes sociais

O posicionamento do Twitter em relação as restrições a redes sociais

O Twitter, se manifestou após as medidas de restrições a redes sociais tomadas pelo governo russo. Com isso, a rede assegurou que “mantém o seu compromisso com a promoção de uma internet aberta em todo o planeta”. Além disso, se posicionou afirmando estar “profundamente preocupado com as crescentes tentativas de bloquear e limitar a conversação pública online”. Dessa forma, a plataforma de mídia social apontou como “ampla e indiscriminada” a decisão do órgão russo regulador de comunicação.

A argumentação da Roskomnadzor, foi rejeitada pela plataforma. Dessa maneira, ao reafirmar, de forma implícita, que a empresa não tolera em nenhuma esfera a exploração sexual de menores, conforme nota divulgada. “Vai contra as regras do Twitter promover, enaltecer ou encorajar ao suicídio e às autolesões, e não permitimos o uso do Twitter para qualquer tipo de comportamento ilegal ou para contribuir a atividades como a compra e venda de drogas”.

O advogado Sarkis Darbinyan um especialista em direitos digitais na organização Roskomsvoboda foi ouvido pela agência Reuters. Ele afirmou que as medidas de restrições às redes sociais, tomadas pelo governo russo em relação ao Twitter, estão ligadas aos protestos que ocorreram no país pela libertação do opositor Alexei Navalny. Dessa forma, o governo tenta inibir a crescente onda de protestos que toma conta do país nos últimos tempos.

O caso Navalny

Vladimir Putin está à frente do governo russo desde 1999. Dessa forma, ele é acusado pelos opositores de tentar ser “presidente vitalício” do país. Vale ressaltar que, o atual presidente perde no tempo de mandato apenas para Josef Stálin. Por outro lado, Alexei Navalny é um ativista anticorrupção e se tornou um símbolo pelas duras críticas que faz a Putin. A principal fonte de comunicação são as redes sociais, em especial o Twitter.

Em agosto de 2020, Navalny passou mal durante um voo e foi transportado para Berlim para tratamento médico. Chegando lá, o governo alemão afirmou que Navalny foi vítima de envenenamento. Dessa forma, deste então, há fortes suspeitas de que a Rússia seja responsável pelo atentado. No entanto, o Kremlin nega todas as acusações de envolvimento. As restrições à redes sociais se intensificaram após o ativista ao retornar para a Rússia, em janeiro.

O motivo da prisão foi a violação das condições da pena emitida em 2014. O fato desencadeou diversos protestos em todo país. Que, por sua vez, reagiu com muita violência contra os manifestantes. O caso repercutiu mundialmente, diversos países condenaram o veredito do tribunal. Além de exigirem a libertação imediata do ativista. No entanto, ele segue preso em um campo de prisioneiros na região nordeste da Rússia.

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