O Google resolveu mais uma vez expandir seus negócios. A plataforma que começou como sistema de busca, hoje é uma das maiores referências em software e desenvolvimento web no mundo. E ela não para de crescer. Cada vez mais investindo em tecnologia a cada nova notícia, uma novidade surge da companhia. E a estratégia da vez é o investimento no e-commerce.
A empresa que começou em 1996 surgiu como pesquisa de doutorado de seus criadores e, atualmente vale mais de US$ 300 bilhões. Com investimentos em publicidade crescendo cada vez mais e a criação de mecanismos para marketing, o Google expande seus negócios de acordo com o que o mercado pede, nem sempre o resultado é positivo, mas as tentativas geram experiencias para novas táticas.
Como a pandemia fez com que o e-commerce crescesse, a empresa viu uma nova oportunidade de investir no nicho. E agora, uma das estratégias utilizadas será os recursos anti-Amazon. É, a companhia resolveu enfrentar a gigante do mercado online e criar novas possibilidades de vendas para pequenos empreendedores: ela resolveu atacar nos pontos fracos da concorrente.
Estratégia anti-Amazon
A Amazon é a maior plataforma de e-commerce da atualidade, com possibilidade de venda para pequenos empreendedores, a empresa comercializou cerca de US$ 29 bilhões com vendedores terceirizados em 2020. Vale lembrar que foi nesse ano que as vendas online se tornaram a principal fonte de comércio em todo o mundo, devido as medidas restritivas causadas pela pandemia de Covid-19.
Nesse contexto, o Google viu uma oportunidade de tentar novamente entrar nesse mercado, já que a primeira tentativa não teve sucesso. Agora, as estratégias anti-Amazon são o foco e a empresa busca atacar os pontos fracos da concorrente. Entre as reclamações de vendedores do site, uma reclamação é a perda da identidade visual da marca e, nesse sentido, o motor de buscas proporciona o direcionamento para o próprio site do vendedor.
Outro ponto relevante é que o Google busca ser menos restritivo e mais barato para pequenos vendedores, possibilitando assim um maior lucro para suas vendas. Além disso, a empresa disponibiliza um meio mais fácil de realizar os uploads dos produtos, e tem o Shopify como parceiro de vendas, o que atrai consumidores pelos valores e pelo marketing de uma nova plataforma de vendas.

Google e o e-commerce
Desde 2002 a empresa vem tentando se inserir no mercado de e-commerce para assim ter mais uma parte do mercado da internet. No entanto, as tentativas foram todas fracassadas. Desde site de buscas de preço até o serviço de entrega próprio, a empresa viu suas estratégias falharem. Além disso, os consumidores da Amazon não deixam a plataforma por todos os recursos que ela disponibiliza, deixando o mercado mais fechado.
A estratégia oferecida com o início da pandemia foi zerar as taxas para vendedores inserir seus produtos na plataforma. Com isso o Google reduziu os custos para pequenos vendedores que precisaram se adaptar ao novo formato de comércio que foi imposto pelas medidas sanitárias impostas. Esses vendedores tinham pouca ou nenhuma familiaridade com as vendas online e a plataforma se mostrou uma oportunidade para começar.
A parceria com empresas como o PayPal e Shopify também ajudou a colocar o Google como uma nova forma de comprar e vender. Afinal, os vendedores poderiam manter sua identidade visual e meios de pagamento, o que facilitou também para os consumidores que não eram acostumados com as compras online. Ou seja, mesmo precisando ganhar mais espaço no mercado, as estratégias da empresa se mostram positivas.
O crescimento do e-commerce
O crescimento das compras online começou em 2020. Com o início da pandemia de Covid-19, diversas empresas tiveram que adaptar o modo de vender e, os consumidores, a forma de comprar. Com isso, empresas como o Google viram uma oportunidade de expandir seus negócios e crescer cada vez mais no mercado. E, vale ressaltar que o e-commerce é uma forma de negociações que veio para ficar.
As compras online já eram muito conhecidas, principalmente pelo público mais jovem e mais conectado. No entanto, cidades pequenas ainda mantinham o comércio tradicional como a maior fonte de transações comerciais. Além de ser uma forma clássica de comprar e vender, esse formato permite ainda a troca de experiências e a socialização, o que aumenta a confiança do cliente.
Mas, com a necessidade de mudança o e-commerce ganhou espaço. Não apenas plataformas como Google e Amazon, mas diversas outras empresas adaptaram suas plataformas para permitir a compra e venda de produtos, como é o caso do Instagram e Whatsapp. Em meio à crise econômica e sanitária que se instalou, se reinventar foi necessário em diversas áreas, e o comércio foi uma delas.
Google e Amazon são duas gigantes em suas áreas de atuação e a briga direta dessas companhias tem a possibilidade de melhorar as condições para vendedores e compradores. Afinal, quando o mercado cresce e a concorrência também, a tendência é que o consumidor se beneficie com as consequências desses embates.
