O e-commerce tem ganhado cada vez mais espaço no cenário de compras em todo o mundo. O formato não é novo, mas em algumas regiões as pessoas ainda preferem o contato direto com vendedor e produto e, com isso, as compras presenciais ainda ficam como preferenciais dos consumidores em geral, principalmente de pessoas mais velhas ou com pouco acesso à internet.
Mas no último ano as compras online dispararam e o setor de vendas pela internet ganhou espaço e destaque no cenário mundial. Essa modalidade começou a ganhar destaque devido a pandemia de covid-19, que restringiu a movimentação social e o funcionamento de lojas e diversos setores comerciais. Com isso foi necessária uma adaptação na forma de vender e comprar, fazendo com que tanto consumidores quanto empresários tivessem que se adaptar.
Seja lojas pequenas ou grandes, setor de vestuário ou alimentação, o e-commerce invadiu todos os espaços e áreas para permitir que a economia continuasse girando. Grandes empresas criaram grandes redes e pequenos e médios empreendedores se adaptaram e criaram pequenas lojas virtuais para chegarem até a casa de seus consumidores. Seja através de site, redes sociais ou aplicativos, o importante é ter um espaço de vendas online.
A mudança no jeito de comprar
Pode parecer outra época, mas há pouco mais de um ano o habitual era se deslocar até uma loja, provar roupas e tocar em móveis e produtos. Após uma longa pesquisa e muito andar, o cliente escolhia seu produto e o levava para casa. Uma maneira rápida, eficiente e cheia de contato social para efetuar uma simples compra. No entanto, em março de 2020 o comércio teve que ser reinventado.
Aqui no Brasil, foi há pouco mais de um ano que começaram a fechar tudo. As redes sociais se tornaram espaço para negociações e aplicativos de comunicação se tornaram vitrines e canais direto entre clientes e vendedores. Com isso os ambientes que já era propício para vendas online se fortaleceram e aqueles que não era tão comum foi adaptado para receber o novo jeito de comprar.
Todos os setores comerciais criaram seus espaços de venda através do e-commerce. Esse caminho fortaleceu também os bancos digitais e formas de pagamento eletrônicas, fazendo com que o papel moeda circule menos, uma vez que o dinheiro digital vem sendo mais usado. Além disso os serviços de delivery também ganharam espaço, seja através de transportadores ou entregadores locais.

E-commerce e sua expansão pelo mundo
Nos EUA, país em que as compras virtuais já tinham seu mercado estabelecido, o comércio online cresceu exponencialmente. O aumento nos primeiros meses do ano foi de 34% e a previsão para até 2022 é movimentar US$ 1 trilhão na economia norte americana. Já na China, onde as lojas físicas têm mais força, o mercado online superou as vendas do presenciais no país.
Mas esses números não indicam que o espaço para o e-commerce está chegando ao seu limite. Pelo contrário, o mercado pode se expandir cada vez mais, uma vez que não há limites de espaço ou consumidores, podendo chegar ao maior número de consumidores possíveis. Além disso a facilidade de acesso a smartphones e internet amplia o mercado consumidor do setor.
Outra vantagem dessa modalidade de comercialização é que não há fronteiras. As lojas virtuais podem ser acessadas de qualquer lugar do mundo e permitem que as compras sejam feitas em diferentes países. O único ponto a ser observado é em relação a moeda a ser utilizada, afinal a moeda internacionalmente aceita é o dólar e é preciso ficar de olho na valorização da moeda local antes de efetuar compras na moeda americana.
Novas formas de vender
O contato visual entre cliente e consumidor teve que ser suspenso e, com isso, novas formas de vender foram sendo criadas. As redes sociais e aplicativos para smartphones se tornaram vitrines e locais de negociação, onde o contato ainda pode ser realizado de maneira individualizada. Com isso o e-commerce também mudou, saindo de sites específicos e chegando a diversas outras plataformas.
As propagandas também foram alteradas. Se antes era preciso se destacar em meio a lojas do mesmo ramo ou localidade, agora a concorrência ficou maior e é necessário se sobressair em meio a regras de sites e que a internet impõe. Com isso, além da expansão do comércio virtual outras profissões também ganharam espaço para auxiliar no destaque em meio a uma rede mundialmente conectada.
Dessa forma, o e-commerce conquistou seu espaço e a intenção é só crescer. Mas é importante ressaltar que isso não tira espaço das lojas físicas. Afinal, em meio a pandemia a valorização de relações sociais e pequenos contatos com outras pessoas se tornaram mais valorizado e pode se tornar uma ferramenta para um retorno eficiente do comércio físico e as relações que ele possibilita criar.
Os comércios tradicionais ainda retornarão, mas até que a vida volte ao que era o e-commerce ganha mais espaço e não pretender perder esse mercado. Vale ressaltar que, para o retorno de passeios em shoppings e lojas é preciso que o fim da pandemia chegue e, até lá, algumas medidas podem ser tomadas, como o passaporte para imunizados que pretende liberar algumas atividades para aqueles que forem vacinados.
