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Basquete nos EUA: a união do esporte, educação e economia

Que esporte e economia estão ligados não é surpresa, mas a educação entra nesse time quando o tema é o basquete nos EUA. Entenda o motivo do sucesso desse trio.

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Praticar basquete nos EUA é tão comum e popular quanto o futebol para os brasileiros. Por lá o esporte é comum e chega em competições universitárias de grande importância. Além disso o valor monetário que o esporte representa também tem sua importância, uma vez que a NBA, uma competição de nível nacional, mas com importância mundial. Sendo assim juntar essas três categorias pode render bons resultados.

Além da NBA, existe a March Madness, uma competição entre os principais times de basquete universitários. O título disputado é o NCAA e a audiência alcançada por essa competição é maior que os playoffs da NBA. Ou seja, é um campeonato menor, mas que tem igual ou maior importância que a maior disputa de basquete nos EUA e que rende muito dinheiro para as universidades que estão na disputa.

De forma direta ou indireta, as instituições de ensino superior ganham com esse torneio de basquete. Para se ter uma ideia, em números, em 2019 o NCAA faturou cerca de US$ 1,1 bilhão e, em 2020 com o cancelamento do evento, deixou de ganhar US$ 800 milhões. Com isso, as universidades se mobilizaram para fazer o evento acontecer esse ano, e conseguiram. O NCAA ocorrerá em Indianápolis e terá 68 times participando.

A importância do esporte na educação

Esporte e educação são dois setores interligados e que podem mudar uma sociedade, um grande exemplo disso é o basquete nos EUA. O esporte foi responsável por diminuir barreiras raciais e seus principais nomes são de atletas negros que se destacam em um país em que o preconceito racial ainda se faz presente. Além disso a integração dos esportes em instituições de ensino superior incentiva a prática desde o ensino regular e cria novas oportunidades para atletas.

Com isso, diversas instituições de ensino oferecem bolsas de estudos para atletas escolares que se destacam durante o ensino médio. O que é um fato de peso, uma vez que não há universidades públicas nos EUA como as que conhecemos no Brasil. Além da associação do esporte e educação, há também a questão de saúde pública que ganha com a parceria estabelecida.

Afinal, praticar exercícios é algo fundamental para uma vida saudável e não há maneira melhor de incentivar a prática do que oferecendo possibilidades de crescimento a partir do esporte. Além do basquete nos EUA, outros esportes também são incentivados e recebem atenção em diferentes torneios do país. Por lá, eles já entenderam a importância de se vincular educação e prática esportiva como meio de mudar a sociedade e suas possibilidades.

Basquete nos EUA

O Basquete nos EUA

Com origem estadunidense, o basquete foi inventado por um professor que queria um esporte para praticar dentro do ginásio da escola, devido ao inverno rigoroso da época. Com improviso e criatividade, o James Naismith pendurou cestos na parede e mediu a altura para que ambos os lados ficassem iguais. Venceria o jogo quem acertasse mais bolas na cesta. Foi assim que surgiu o basquete nos EUA.

A altura das cestas é a mesma desde o surgimento do esporte em 1891, mas a prática esportiva ganhou regras e foi ganhando cada vez mais espaço no cenário nacional e internacional. O primeiro jogo oficial de basquete nos EUA foi em 1892 e o esporte entrou para os Jogos Olímpicos em 1936, nas Olímpiadas de Berlim. No entanto só a modalidade masculina era reconhecida, a modalidade feminina passou a ser disputada apenas em 1976.

O basquete é hoje um dos jogos mais populares no mundo. Além das competições oficiais e grandes times, frequentemente se vê a prática de basquete pelas ruas e quintais das casas. É como o amor do brasileiro pelo futebol, mas sem o incentivo educacional e monetário que se vê por lá. O basquete foi criado como um jogo escolar e nada mais justo que beneficiar também as instituições de ensino.

A monetização que favorece o ensino e o esporte

Monetizar o esporte pode ser algo positivo, desde que junto não venha a elitização. Afinal algo que só pode ser praticado por quem tem um poder aquisitivo elevado não irá contribuir para a melhoria educacional de um país. E é dessa forma que o basquete nos EUA consegue ser monetizado sem se tornar um esporte para as elites, favorecendo os variados níveis educacionais existentes.

Quando a prática de um esporte, como o basquete nos EUA, contribui financeiramente para instituições de ensino elas podem investir em suas estruturas e incentivar que novos atletas se destaquem. Dessa maneira é criado um ciclo em que patrocinadores, alunos e instituições ganham de alguma maneira e assim o incentivo para se investir no esporte e na educação não cessam.

É claro como a disputa universitária de basquete nos EUA tem seu peso e grande impacto para a sociedade. Afinal quando patrocinadores, instituições e governam se unem para promover um campeonato mesmo em meio a uma pandemia, significa que o impacto financeiro que se tem é relevante e tem interferência direta na economia do país. Então, nada mais justo que investir cada vez mais nesses setores.

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Ricardo Dias